O que percebemos, é que o japonês gosta bastante de esportes, mas de modalidades bem ao gosto oriental.
Os que são mais consumidos aqui, na ordem, são:
Baseball, Patinação Artística no gelo e Corridas de Ruas (Maratonas e de revezamento)
Pensando na nossa realidade, Baseball e Patinação Artística não conversam com o gosto do brasileiro, mas corridas de ruas acenderam uma luz interessante na cabeça.
É a modalidade que está combinando a pratica popular – correr em volta do Palácio Imperial é o máximo e tem muita gente correndo – com coberturas ao vivo, via NHK, a maior rede de TV Aberta do Japão.
É um exemplo de popularidade, anabolizado pela cobertura da mídia. Uma combinação potente.
Só cresce o número de participantes e a audiência.
Temos um cenário parecido no Brasil, pois as provas e participantes vem aumentando de maneira exponencial.
Eu sou um desses atletas amadores, que passou a consumir corridas, com freqüência alta.
Mas ainda não percebo marcas assumindo esses projetos, como acontece aqui, onde Honda, Nissan, Asahi, Coca Cola... já estão totalmente inteiradas do processo.
A Nike começou a arranhar esse potencial, com a Nike Run, mas ainda tem muito espaço sobrando.
Pelo que pudemos ver, esse mercado é um mega iceberg, que ainda só conhecemos a ponta dele.
Vale à pena pensar a respeito.
E escrito isso, estamos enviando o último post direto de Tóquio.
Amanhã embarcamos de volta pro Brasil.
Foi uma grande semana, com muita informação, mas muito rica.
E antes de fechar o computador, gostaria de fazer uns agradecimentos sinceros, pois foi muito bom escrever diariamente.
Vamos a eles:
Obrigado a vocês que seguiram nosso blog. Esperamos que tenham gostado e que as informações possam ajudar de alguma maneira.
Obrigado grande aos nossos amigos da Talent, que trabalharam mais, para que as nossas ausências não fossem sentidas. Vocês são ótimos.
Arigatô aos meus 3 companheiros de viagem, Yurie, Ale e Edu, pela chance de dividir essa experiência internacional com vocês.
E um obrigado imenso ao Julio, Zé Eustachio e Lino, por terem acreditado nesse projeto e possibilitado a nossa viagem. É um privilégio trabalhar com vocês.
Assim, encerro os trabalhos do oriente e espero reabrir com vocês, ao vivo e a cores em SP, pra muitas conversas mais.
Até segunda!!!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Parece mentira, mas foi verdade
Se me contassem, eu ia dizer que era alguém querendo chamar a atenção ou algo parecido.
Mas como aconteceu com a gente, juramos a vocês que é verdade.
Para conseguir postar os nossos dois últimos assuntos, apanhamos feio da Internet nipônica.
Nada funcionava, nem subia ou descia arquivo nenhum, não se abria um sitezinho qualquer e a banda estava mais congestionada que rodízio de sushis.
Quem diria que no país da tecnologia, esse tipo de problema estava nos esperando na calada da noite, escondido no cyber-space.
Uma pena não termos a NET aqui.
Ficou faltando o Coronel pra nos ajudar a resolver essa encrenca.
Mas foi o que enfrentamos e só conseguimos solucionar, graças ao talento da nossa cyber-banda, formada pelos: Edu nos teclados, Ale nos downloads e Yurie na digitalização, que improvisaram, mas não perderam o ritmo.
Afinal, o show não pode parar!!!
Até breve, esperando manter a conexão numa broadband.
Mas como aconteceu com a gente, juramos a vocês que é verdade.
Para conseguir postar os nossos dois últimos assuntos, apanhamos feio da Internet nipônica.
Nada funcionava, nem subia ou descia arquivo nenhum, não se abria um sitezinho qualquer e a banda estava mais congestionada que rodízio de sushis.
Quem diria que no país da tecnologia, esse tipo de problema estava nos esperando na calada da noite, escondido no cyber-space.
Uma pena não termos a NET aqui.
Ficou faltando o Coronel pra nos ajudar a resolver essa encrenca.
Mas foi o que enfrentamos e só conseguimos solucionar, graças ao talento da nossa cyber-banda, formada pelos: Edu nos teclados, Ale nos downloads e Yurie na digitalização, que improvisaram, mas não perderam o ritmo.
Afinal, o show não pode parar!!!
Até breve, esperando manter a conexão numa broadband.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
É com muita inveja que estou escrevendo
Além do que temos visto de assuntos relacionados à comunicação, acredito que nunca é demais ficar ligado no que está acontecendo em volta da gente.
Algumas diferenças chamam a atenção e incomodam a alma de maneira intensa, pois gostaríamos de se parecer mais com o que estamos vendo.
Três coisas para análise:
1-Não ouvimos um carro buzinando nas ruas, e já estamos aqui a seis dias.
Parece estranho, mas é bom.
2-São raras as lixeiras nas ruas, pois cada um cuida do seu lixo e tenta produzir o
mínimo possível.
As lixeiras deixam a cidade feia.
3-Em poucos lugares, um motorista de taxi de luvas brancas, depois de chegar ao destino combinado, desce do carro com um guarda-chuva na mão e leva os passageiros até a porta, para que eles não se molhem.
E isso sem que os passageiros tivessem pedido, pois acho que nem coragem teriam.
Sei que é uma realidade muito diferente, mas tenho uma esperança enorme que meus filhos possam morar num país mais preocupado com seus habitantes. É possível, sem dúvida.
Vou continuar a trabalhar pra isso.
Obrigado novamente pela leitura.
Alguém tem o celular do Mario Bros?
Como em muitos países, os GAMES são muito consumidos.
Lançamentos acontecem com importância de filmes que ganham Oscar, pelas empresas, Nintendo, Sony e Microsoft, que buscam fatias de mercado cada vez maiores.
Mas o que está acontecendo aqui que torna o Japão um mercado especial?
É a oferta, cada vez maior, de games distribuídos pelo celular.
Como aqui, o celular é parte integrante do corpo das pessoas, o sucesso está imenso.
Se a venda de consoles está sofrendo com a crise, nessa plataforma as coisas vão muito bem.
No ano passado, 6 bilhões de dólares circularam pela nova mania.
Desse jeito, vamos ter que ligar muitas vezes para o Mario Bros, pois com a nossa penetração de celulares, poderemos ter algo semelhante acontecendo por aqui.
Vamos em frente que em breve temos mais notícias.
Lançamentos acontecem com importância de filmes que ganham Oscar, pelas empresas, Nintendo, Sony e Microsoft, que buscam fatias de mercado cada vez maiores.
Mas o que está acontecendo aqui que torna o Japão um mercado especial?
É a oferta, cada vez maior, de games distribuídos pelo celular.
Como aqui, o celular é parte integrante do corpo das pessoas, o sucesso está imenso.
Se a venda de consoles está sofrendo com a crise, nessa plataforma as coisas vão muito bem.
No ano passado, 6 bilhões de dólares circularam pela nova mania.
Desse jeito, vamos ter que ligar muitas vezes para o Mario Bros, pois com a nossa penetração de celulares, poderemos ter algo semelhante acontecendo por aqui.
Vamos em frente que em breve temos mais notícias.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Vou ler um gibi no celular
Primeiro, bem-vindos do feriadão.
Nós não tivemos folga e estamos trabalhando do outro lado do mundo, pra melhor serví-los!!!
Brincadeiras à parte, as coisas aqui estão acontecendo com intensidade.
O título desse post pode parecer estranho, mas é verdadeiro.
Tivemos, hoje, uma grande apresentação sobre Manga, que aqui é uma febre que não diminui.
Todos consomem, principalmente a moçada.
Para dar uma idéia, o mercado de revistas do gênero é de quase 500 milhões de exemplares, pouco mais de 20% do total de revistas daqui, de um total de mais de 2 trilhões de revistas/ano.
São números expressivos, que mostram a força desse mercado.
Assistimos a apresentação de um case da Nissim, para Cup Noodles, com a criação de um Manga “personalizado”, espetacular.
Mas o que vem acontecendo é o seguinte: as vendas de exemplares físicos (revistas) vêm caindo a cada ano, enquanto o consumo dos “electronic books” está crescendo rapidamente.
Um dos maiores sucessos dessa novidade é NTT Solmare, que já conseguiu mais de 500 milhões de downloads de suas aventuras.
Em 2008, já se movimentou cerca de 480 bilhões de ienes nessa modalidade.
Essa tendência parece ser irreversível.
E o que isso tem a ver com a gente, se essa é uma realidade totalmente japonesa?
Muita coisa, na nossa opinião.
Pensando nos filhos adolescentes, nos irmãos menores, nos sobrinhos, que cresceram lendo e assistindo Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, se apaixonando pelos Pokemons e consumindo todos os tipos de Picachus possíveis (de figurinhas a roupas), acreditamos que vale a pena ficar esperto.
Essa nova possibilidade de distribuição de conteúdo, não só pelo celular, mas também pela Internet, pode ser também nossa, muito mais rápido do que se imagina.
Obrigado pela audiência.
Dois detalhes:
1-Manga significa, na linguagem mais popular, o nosso gibi.
2-Desculpem a qualidade da foto, foi tirada durante a apresentação.
terça-feira, 21 de abril de 2009
É possível viver com a Mídia Exterior?

Como temos falado, é muito possível termos uma cidade bonita e bem cuidada, convivendo com a Mídia Exterior.
Grandes metrópoles convivem com esse binômio, com sucesso.
Nova Iorque, Paris, Madrid, entre outras grandes, são cidades que administraram essa questão, com inteligência.
Aqui é mais um exemplo real .
Conseguiram o que estamos correndo atrás no Brasil e, principalmente, em São Paulo.
Regras, com critérios claros, que são seguidas, definem um padrão de exposição que deixam as marcas em evidência, sem atrapalhar em nada as qualidades arquitetônicas da cidade.
Tóquio é uma cidade absolutamente bem planejada, respeitada, com uma beleza própria, mas que permite a convivência do comercial com o urbano.
Em alguns bairros, os telões gigantes, com mensagens publicitárias são atrações que fazem parte dos guias turísticos.
ate mais tarde,
O que faz a diferença?

Acordamos cedo, muito cedo e fomos conhecer o maior e mais famoso mercado de peixes do mundo, onde diariamente são vendidas toneladas das mais variadas espécies marinhas.
É algo impressionante.
Como estamos na terra do sushi, o atum é a moeda local mais valiosa.
Diariamente acontece, começando entre 4h30 e 5h da manhã, um leilão para comercializar esse peixe.
São milhares, expostos num grande galpão, onde os compradores examinam e se preparam para o grande momento.
Quem vai dar o lance pra arrematar esse ou aquele mega atum de 35/40kg?
Um espetáculo único. Um imenso e barulhento leilão, com muito dinheiro e adrenalina.
Mas como a gente está sempre pensando no nosso negócio, um fato curioso se repetiu novamente hoje.
Dentro desse mercado existem mini-restaurantes, que servem a verdadeira comida japonesa, toda baseada em peixes.
São muitas cozinhas, uma ao lado das outras servindo sushis aos fregueses, turistas ou locais.
O que chamou a atenção, foi que um deles, dentre os 20 ou 30 que estão instalados lá,tinha uma fila monstro de consumidores.
Todos são parecidos, do mesmo tamanho, tinham clientes consumindo, mas esse era muito mais procurado.
Pensei, o que faz a diferença?
Acabei lembrando que não era a minha primeira vez no tema.
Vi essa mesma cena no mercado de Florianópolis, com o famoso pastel de camarão da Barraca 35 (eu acho que é esse número), do sanduíche de mortadela do Mercadão de SP, do acarajé da Cira em Salvador e de mais um monte que eu estou esquecendo.
É o mesmo princípio: alguma coisa acontece nesses negócios, que faz com que se destaquem e sejam reconhecidos.
O que, não sei, mas que tem alguma coisa tem.
Deve ser um conjunto de coisas, passando pelo produto, atendimento, planejamento, divulgação criativa..., que bem trabalhadas, formam um sucesso.
Sei que as nossas empresas têm essas qualidades, mas nunca é demais aprender com os outros.
Vou parar, pois o dia será longo e estamos só começando.
Até mais tarde,
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